A suspensão da coleta de lixo em Guarapari nesta sexta-feira (15) gerou críticas à condução da Prefeitura e da CODEG diante de uma paralisação nacional que já era de conhecimento prévio em diversas cidades do país. Mesmo com a mobilização nacional dos profissionais da limpeza urbana anunciada antecipadamente, o município não apresentou um plano emergencial para minimizar os impactos à população, o que levantou questionamentos sobre a capacidade de organização da gestão municipal diante de um serviço considerado essencial, ao invés de se organizar, o município anuncia através de carros de sons que nesta sexta-feira, véspera de final de semana, a cidade turística mais importante do Espírito Santo ficará sem coleta de lixo.
Sem alternativas anunciadas previamente, moradores foram surpreendidos pela interrupção da coleta e pela orientação para que o lixo permanecesse armazenado nas residências até a normalização do serviço. A preocupação é que o acúmulo de resíduos provoque transtornos, mau cheiro e riscos à saúde pública, especialmente em bairros mais populosos e regiões comerciais.
A situação também reacende debates sobre a estrutura administrativa da CODEG e a condução dos serviços públicos ligados à limpeza urbana. Críticos apontam que, diante da previsibilidade da paralisação, a Prefeitura poderia ter organizado escalas emergenciais, pontos temporários de descarte controlado ou ao menos um plano de comunicação mais eficiente para reduzir os impactos à população.
Moradores utilizaram as redes sociais para cobrar providências e questionar por que a administração municipal não adotou medidas preventivas para evitar prejuízos à cidade em pleno período de grande circulação de pessoas.
Até o momento, a Prefeitura de Guarapari e a CODEG não informaram quais ações emergenciais serão adotadas caso a paralisação se prolongue, a não ser informar a população para que evite colocar lixos nas ruas.
