A tarde desta quarta-feira (29) foi marcada por um episódio relevante no cenário político nacional. O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Messias ganhou notoriedade após a divulgação de uma conversa telefônica entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No diálogo, Dilma afirma:
“Seguinte, eu tô mandando o ‘Bessias’ junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?”
A gravação teve ampla repercussão à época, no contexto da Operação Lava Jato.
Rejeição histórica
Segundo registros históricos, esta é a primeira rejeição, em mais de 130 anos, de um nome indicado ao STF pelo Senado Federal. Antes disso, apenas cinco indicações haviam sido recusadas, todas em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto.
Votação e sabatina
A votação da indicação durou pouco mais de sete minutos. A sabatina, no entanto, foi marcada por questionamentos de senadores sobre a atuação de Messias como Advogado-Geral da União, especialmente em temas relacionados aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) fez um discurso crítico ao atual modelo de indicações para o STF, demonstrando insatisfação com o processo.
Já o senador Magno Malta (PL-ES) mencionou decisões associadas à atuação institucional de Messias, relacionadas às medidas adotadas no contexto dos eventos de 8 de janeiro, envolvendo determinações do ministro Alexandre de Moraes.
Repercussão política
Senadores da oposição comemoraram o resultado da votação, enquanto parlamentares da base governista demonstraram surpresa com a rejeição.
Messias havia sido indicado pelo governo federal para ocupar a vaga que seria aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso, que teria anunciado aposentadoria antecipada, prevista para outubro de 2025.
O episódio reforça o papel do Senado no processo de aprovação de autoridades indicadas ao Supremo Tribunal Federal.
