Uma série de denúncias envolvendo veículos pesados terceirizados utilizados em serviços públicos pode revelar um cenário de atrasos de pagamentos, ausência de contratos formais e suspeitas de superfaturamento na execução de contratos em uma cidade no estado do Espírito Santo.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, caminhões que atuavam em demandas consideradas essenciais para a manutenção de serviços teriam interrompido parcialmente as atividades na última sexta-feira após sucessivos atrasos financeiros.

Trabalhadores relatam três meses sem pagamento

Os subcontratados afirmam estar há quase três meses sem receber pelos serviços prestados. De acordo com os denunciantes, parte dos profissionais segue atuando sem contrato formal assinado, mesmo desempenhando atividades consideradas essenciais.

Ainda segundo os relatos, a situação se agravou nas últimas semanas, levando proprietários de caminhões e máquinas a interromperem as atividades diante da falta de perspectiva de regularização dos pagamentos.

Denúncias apontam possível diferença elevada nos valores

De acordo com informações recebidas pela reportagem, os proprietários dos veículos teriam sido contratados por aproximadamente R$ 12.200 mensais, além do fornecimento de óleo diesel, que seria de responsabilidade da empresa contratante.

As denúncias apontam ainda para uma possível disparidade entre os valores previstos em ata aderida pela administração pública e os montantes efetivamente repassados aos subcontratados.

Segundo os relatos, a contratação prevê pagamentos mínimos superiores a R$ 55 mil por caminhão, considerando uma carga mínima mensal de 200 horas trabalhadas para a empresa contratada. Já os proprietários dos veículos afirmam que o valor acordado para o mesmo serviço seria de aproximadamente R$ 12.200 mensais.

Com base nos números apresentados pelos denunciantes, a diferença financeira por equipamento poderia ultrapassar R$ 40 mil mensais, antes mesmo da contabilização de possíveis horas excedentes.

Embora seja comum que empresas contratadas obtenham margem de lucro ao terceirizar parte da execução dos serviços, os trabalhadores consideram elevada a diferença entre os valores previstos e os efetivamente recebidos pelos proprietários dos caminhões.

Suspeitas podem indicar esquema de corrupção

Caso as denúncias sejam comprovadas pelos órgãos de fiscalização e controle, a situação poderá revelar um possível esquema de corrupção envolvendo superfaturamento de contratos públicos, além de possíveis irregularidades administrativas, trabalhistas e contratuais.

As suspeitas também podem indicar eventual prejuízo aos cofres públicos e impactos indiretos na prestação de serviços considerados essenciais.

Possibilidade de desconhecimento por parte da gestão

Alguns proprietários ouvidos pela reportagem afirmam acreditar que integrantes da administração responsável pelos contratos possam não ter repassado ao chefe do Executivo municipal o conhecimento integral da situação relatada pelos terceirizados, incluindo os atrasos de pagamentos e a paralisação das máquinas, que, segundo os denunciantes, deixarão de operar a partir desta segunda-feira (25).

Os denunciantes informaram que o secretário responsável pelos contratos tem ciência e que uma vereadora tentou ajudá-los. O secretário teria prometido o pagamento na última quinta-feira (21), e que no dia posterior, além de não ter pago, não atendeu as ligações dos subcontratados.

Espaço segue aberto para esclarecimentos

A reportagem optou por não divulgar, neste momento, qual administração municipal é alvo das denúncias, enquanto busca contato com os responsáveis citados e com a empresa envolvida para que apresentem esclarecimentos sobre os fatos relatados.

As informações recebidas, conversas com prestadores de serviços e imagens dos veículos serão mantidas sob sigilo até a próxima atualização da matéria.

O Portal PolíticaES esclarece a você leitor que não produz qualquer matéria jornalística negligenciando qualquer responsabilidade. A redação conforme imagem abaixo, entrou em contato com a empresa denunciada para obter informações, porém, até o momento a empresa não retornou os e-mails enviados.

O espaço segue aberto para manifestação.

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