A invasão e depredação da Escola Municipal Zilnete Pereira Guimarães, mesmo estando temporariamente inativada, escancaram de forma inequívoca a falta de zelo da gestão atual da Prefeitura de Guarapari com o patrimônio público. O episódio gerou revolta nas comunidades da Praia do Morro, Aeroporto e de todas as regiões que, por anos, tiveram na unidade escolar um pilar da educação municipal.
Inaugurada em 2009, a escola formou milhares de crianças e sempre foi referência para a comunidade. Hoje, o que se vê é um prédio abandonado à própria sorte, vulnerável à ação de invasores. A ausência de qualquer política mínima de proteção resultou em móveis destruídos, parte da rede elétrica arrancada, além de portas e janelas violadas, um prejuízo que, inevitavelmente, será pago pelo contribuinte.

Omissão da gestão atual, apesar dos alertas
É impossível dissociar o ocorrido da responsabilidade direta da atual administração municipal. Mesmo fora de funcionamento, a escola é um bem público e deveria estar sob vigilância permanente. A inexistência de segurança, monitoramento ou ações preventivas revela uma omissão grave, incompatível com qualquer discurso de responsabilidade administrativa.
Vereador cobrou ação do município
A situação se torna ainda mais grave diante do fato de que o vereador Thiago do Casal Policial já havia gravado vídeos cobrando providências do poder público, alertando sobre o abandono da escola e o risco iminente de invasões e depredações. As manifestações públicas do parlamentar, no entanto, aparentemente foram ignoradas pela Prefeitura, que nada fez para evitar o prejuízo agora consumado.

Responsabilização do município
Especialistas em direito administrativo são categóricos ao afirmar que imóvel público não pode ser tratado como prédio abandonado. A desativação temporária não afasta o dever legal do Município de proteger seus bens. Quando a gestão se omite, configura-se falha administrativa que deve ser apurada pelos órgãos de controle.
O caso impõe perguntas que a Prefeitura precisa responder: quem era o responsável direto pela guarda do imóvel? Por que os alertas públicos feitos por um vereador foram desconsiderados? Houve negligência consciente? Ou a gestão simplesmente optou por não agir até que o dano fosse irreversível?
Conta para o contribuinte e silêncio oficial
Agora, a administração municipal precisará gastar mais recursos públicos para reparar aquilo que poderia ter sido preservado com medidas simples e preventivas. Mais uma vez, o custo do descaso recai sobre a população, enquanto o poder público permanece em silêncio.
O episódio reforça a percepção crescente de que a atual gestão falha não apenas na condução de políticas públicas, mas também no básico: cuidar do patrimônio coletivo. O abandono da Escola Zilnete Pereira Guimarães passa a simbolizar uma administração que ignora alertas, reage tardiamente e que parece governar sempre depois do prejuízo.
Memória ignorada
Um vídeo publicado no YouTube pela Sra. Carla Andressa Sant’Ana relembra a inauguração da escola e evidencia o contraste entre um período em que o prédio era valorizado e cuidado e o cenário atual de abandono.
