Na manhã desta segunda-feira, Jones Sathler, conhecido nas redes sociais por publicar vídeos com opiniões políticas agressivas e por ataques a adversários políticos e ideológicos, voltou suas críticas à gestão do prefeito de Guarapari, Rodrigo Borges.

Segundo Sathler, após permanecer cerca de três semanas na cidade, o saldo foi de mais decepções do que de alegrias. Em suas declarações, ele classificou como “vergonhosa” a mão de obra contratada pela atual administração, apontando falta de respeito e de compromisso por parte de servidores e prestadores de serviço ligados à Prefeitura.

Fonte: Divulgação

A crítica ecoa um sentimento que já começa a ser manifestado por parte da população, especialmente por quem transita diariamente por ruas e avenidas sujas, esburacadas e mal conservadas. Há também forte insatisfação com as prioridades da gestão, que tem optado por investir pesado em festas e eventos, em detrimento de áreas essenciais como a saúde, justamente um ponto que o próprio prefeito cobrava de forma recorrente do ex-prefeito.

Investigações à vista

Após o carnaval, eventos que foram monitorados deverão ser objeto de cobrança junto aos órgãos fiscalizadores. Isso porque, segundo críticas recorrentes, os resultados práticos não condizem com os valores investidos. Foram milhões de reais gastos em festas, algo que muitos consideram incompatível com um cenário de escassez de recursos, argumento frequentemente utilizado pela própria administração municipal.

Aumentar IPTU para bancar festas gera revolta

Guarapari atravessa um momento delicado. O aumento do IPTU, que em alguns casos chegou a até 600%, provocou forte indignação popular. Para muitos moradores, é inadmissível que a população seja penalizada com reajustes tão elevados enquanto recursos públicos são direcionados a eventos festivos, em vez de investimentos estruturantes em educação, saúde, segurança pública e ordenamento urbano.

As críticas nas redes e grupos de WhatsApp

No início da tarde, as manifestações de insatisfação se espalharam por grupos de WhatsApp. Em uma das mensagens, Jones Sathler escreveu:

“E quando a gente pensa que no fim do túnel há uma luz de esperança, essa luz é um trem que passa por cima da gente.”

Em outra declaração, foi ainda mais duro ao afirmar que existe “um monte de parasita, gente encostada e muita gente incompetente ocupando setores públicos e privados, tirando espaço de pessoas que poderiam agregar valor e exercer suas funções com competência”.

Sathler foi um apoiador ferrenho do projeto eleitoral de Rodrigo Borges. Agora, passa a enxergar a gestão sob outra ótica, semelhante à de críticos históricos da administração.

Críticas internas e desgaste político

Em 2025, a vice-prefeita Tatiana Perim já havia deixado a Secretaria de Assistência Social fazendo duras críticas à condução do governo, afirmando que o projeto político executado não correspondia ao que foi apresentado e acordado com a sociedade. Agora, apoiadores que estiveram no palanque, ainda que mais distantes do núcleo duro da gestão, também passam a atacar o governo, reconhecendo problemas que muitos já apontavam desde o início.

Desgaste evidenciado

As manifestações ganham peso justamente por partirem de ex-aliados, evidenciando desgaste interno e crescente insatisfação com os rumos da administração municipal.

Em um dos grupos, um participante rebateu Jones Sathler, afirmando que ele “precisa gritar menos e enxergar mais”, lembrando que o próprio internauta atacou o grupo adversário de forma desrespeitosa no passado e que só agora estaria “enxergando a ponta do iceberg”.

E as denúncias Jones, só você não tem conhecimento?

“Todo mundo aqui nessa p… desse país faz ouvido de mercador e se faz de cego”.

O internauta afirma que nesse país todos se fazem de cego e foi ai que outro integrante foi ainda mais direto ao questionar por que Jones ainda não se manifestou sobre denúncias e apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público, envolvendo contratos e atas que causam estranheza pelos valores elevados e pela falta de prioridade.

“E quanto a isso, Jones Sathler não vai ter coragem de falar?”, questionou um dos participantes do grupo.

Se não houver uma mudança concreta de postura, com revisão de prioridades, correção de rumos administrativos e maior responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, o governo tende a se tornar refém de críticas constantes. Governar sem diálogo, sem resultados visíveis e sem sensibilidade social pode tornar a tarefa cada vez mais difícil, isolando politicamente o prefeito e comprometendo a governabilidade nos próximos anos.

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